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Dança e acessórios

01:32

La danse serpentine

Fuller, Loïe (United States)

02:59

Parade

Massine, Léonide (France)

Maison de la Danse de Lyon 2008 - Director : Picq, Charles

Choreographer(s) : Massine, Léonide (Russian Federation)

Video producer : Maison de la Danse

Integral video available at Maison de la danse de Lyon

Take a look at this work in the video library
00:00:28

La folie du jour

Baker, Joséphine (United States)

01:59

Sanctum - Imago

Nikolaïs, Alwin (United States)

02:26

100% polyester, objet dansant n°( à définir)

100% polyester, objet dansant n°( à définir) (100% polyester, objet dansant n°( à définir))

02:52

Cavale

Bourgeois, Yoann (France)

06:57

Une pièce mécanique

Fontaine, Geisha (France)

Dança e acessórios

Maison de la Danse de Lyon 2019 - Director : Plasson, Fabien

Autor : Julie Charrier

Descobrir

A partir do fim do século XIX os acessórios permitiram aumentar o corpo, esticar ou contrair a dança. Este dueto corpo/objeto poderia ser a assinatura da entrada na modernidade e irá originar a diversidade da dança do século XX, as suas inúmeras escolas e estilos 

Description

  La danse serpentine - Loïe Fuller    
  Mulher borboleta, mulher flor, mulher fénix, pode dizer-se que a primeira coreógrafa dançarina a usar acessórios foi Loïe Fuller com o seu jogo de luzes e véus. Tornou-se uma das rainhas da Belle Époque e a primeira artista moderna a produzir um espetáculo a solo à margem dos ballets clássicos e dos espetáculos de revista. Loïe desenvolve uma dança bastante pessoal a partir de um género bastante generalizado na época sobre as cenas do Music Hall: a Skirt Dance. Liberta-se de códigos, inventa um género de performance multimédia e abre a cena ao século XX.  
  Parade – Léonide Massine  
  Durante os anos 20, o encontro entre as artes plásticas e as artes da cena influencia bastante a composição coreográfica. Esta adapta a dança à realidade física das roupas e dos acessórios. Em Parade, cada dançarino é uma personagem sujeita a um tipo de dança influenciada pela roupa ou acessório usado. Segundo Cocteau, as roupas-decorações de Parade, «longe de dificultar o coreógrafo, obrigaram-no a romper com a fórmula antiga». Parade é, frequentemente, apresentado como o primeiro ballet moderno.  
  La folie du jour - Joséphine Baker  
  No meio dos anos loucos, figura proeminente da Revue Nègre, Joséphine Baker dá origem a uma nova paixão por tudo o que reporta à Arte Africana. Com o seu ar divertido e a cintura de bananas hilariante, combinando jazz, charleston e danças primitivas, Joséphine Baker derruba, através do seu traje, todos os estereótipos e ideias estabelecidas deste meio do século XX ainda, ao mesmo tempo, fascinado pelo exotismo e desconfortável com tudo o que sai da cultura europeia.  
  Sanctum and Imago – Alwin Nikolaïs  
  Nos anos 1950 e 1960, Alwin Nikolaïs fez experiências com os corpos. Para ajudar o seu conceito de teatro total, é ele quem cria as músicas, decorações, luzes. Utiliza muitas máscaras e acessórios: «para o dançarino, as máscaras tornam-se noutra coisa; e os acessórios servem para empurrar o seu tamanho físico mais longe no espaço. Um crítico americano dizia: «Com Nikolaïs, os dançarinos são acessórios e os acessórios dançam.» Atualmente, os coreógrafos contemporâneos continuam a fazer experiências com estes objetos dançantes, verdadeiros parceiros de criação. Estes artistas cruzam-se, muitas vezes, com as artes circenses, artes da instalação e dança contemporânea. Desviam os acessórios da utilização unicamente performativa que lhes estava reservada até então para os conduzir na direção de uma poesia da vertigem, da graciosidade.  
  100% polyester, objet dansant n°(à définir) – Christian Rizzo  
  100% polyester, objet dansant n°(à definir) pequena joia poética inventada por Christian Rizzo e Caty Olive faz dançar o acessório. Apenas o vento proveniente dos ventiladores colocados em cena permite a duas túnicas entrelaçarem-se, virarem-se e deixarem-se incorporar pelo movimento... eólico. Após uma formação em artes plásticas e uma passagem pelo estilismo, Christian Rizzo funde as artes da instalação e da performance, colocando em cena artistas e objetos.  
  Cavale – Yoann Bourgeois  
  Coreógrafo, malabarista, intérprete, antes de qualquer coisa, da instabilidade do corpo e dos objetos, reivindica uma «estética do risco». Em Cavale, Yoann Bourgeois coloca em cena um plinto/trampolim, uma escada, dois dançarinos e o desequilíbrio apenas situado entre a queda e a suspensão. Com este coreógrafo, os acessórios são um pretexto para o impulso, o ponto de suspensão, o contraponto musical.  
  Une pièce mécanique - Geisha Fontaine e Pierre Cottreau  
 Geisha Fontaine e Pierre Cottreau são apreciadores de todos os géneros de desvio de códigos habitualmente relacionados com o espetáculo. Une pièce mécanique reúne em cena dois dançarinos e um corpo de ballet mecânico composto por 25 objetos/esculturas móveis. Dançarinos e objetos são, aqui, sujeitos e materiais da dança. Esta dança da matéria, criada pela programação informática, a geometria e pelas matemáticas, leva os intérpretes humanos a metamorfosearem-se em contacto com os mecânicos; a composição humanos/objetos remete, então, para um dispositivo poético inédito.
 

Com mais profundidade

  BOISSEAU, Rosita. Panorama de la danse contemporaine. Paris : Textuel, 2008. p. 219-225 et 531-535. (Musiques et danse Beaux livres).
 FULLER, Loïe. Ma vie et la danse : autobiographie. Paris : l'Oeil d'or, 2000. 180 p. (Mémoires & Miroirs).  
  ROUSIER, Claire. Oskar Schlemmer, L'homme et la figure d'art. Paris : Centre National de la Danse, 2001. 173 p. (Recherches).  
  SINA, Adrien. Feminine Futures : Valentine de Saint-Point - Performance, danse, guerre, politique et érotisme. Dijon : Les Presses du Réel, 2011. 512 p.  
  SUQUET, Annie. L'Éveil des modernités : une histoire culturelle de la danse. Paris : Centre National de la Danse, 2012. 960 p. (CND Hors collection).  
  PAMS, Françoise (dir.). Danser sa vie. Catalogue d’exposition (Paris, Centre Georges Pompidou, novembre 2011 – avril 2012). Paris : Centre Georges Pompidou, 2012. p. 99-103 et 110-113.  
  GARRIGOU-LAGRANGE, Matthieu. Joséphine Baker (1906-1975) [podcast], in Une vie, une œuvre [en ligne], France Culture, 2012, 58 min. Disponible sur : https://www.franceculture.fr/emissions/une-vie-une-oeuvre/josephine-baker-1906-1975   
 

Autor

Après des années en danse-études, au Conservatoire d’Avignon, puis au Centre National de Danse Contemporaine d’Angers, Julie Charrier s’oriente vers la production de films documentaires et de captations de spectacles vivants principalement centrés autour de la danse contemporaine pour de nombreuses sociétés de production. Comme conseillère, puis éditorialiste, elle participe à la naissance et au développement de Numeridanse.tv. Elle coordonne pour l’ACCN et le Ministère de la Culture, délégation à la danse, la numérisation du patrimoine chorégraphique français. Elle assure la direction artistique et la production de la collection à 360 "Histoires d'espaces" qui interroge les nouvelles pistes que la réalité virtuelle offre au spectacle vivant.

Créditos

Selecção de Excertos

Julie Charrier


Selecção de textos e bibliografia

Julie Charrier

Produção

Maison de la Danse
 
O Parcours “Dança e acessórios” foi lançado graças ao apoio do Secretariado Geral de Ministérios e Coordenação de Políticas para a Inovação Cultural. 

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